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Avanço do setor químico coloca MT na liderança do crescimento industrial no país
Avanço do setor químico coloca MT na liderança do crescimento industrial no país
Por Administrador
Publicado em 07/02/2026 06:52
Notícias

Mato Grosso registrou o maior crescimento da produção industrial do país em novembro de 2025, com  alta de 7,2%  quando comparado com o mês de outubro, segundo um levantamento realizado pela Pesquisa Industrial Mensal (PIM) Regional, divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nessa quarta-feira (14).

Apesar do avanço em oito dos 15 locais pesquisados, o resultado nacional da indústria ficou estável, com variação de 0,0% em relação ao mês anterior. Além de Mato Grosso, também apresentou crescimento:

  • Espírito Santo (4,4%)
  • Paraná (1,1%)
  • Pernambuco (0,9%)
  • Minas Gerais (0,9%)
  • Bahia (0,9%)
  • Rio Grande do Sul (0,6%)
  • Região Nordeste (0,1%)

    De acordo com o IBGE, o desempenho de Mato Grosso foi impulsionado principalmente pelo setor de produtos químicos. Esse foi o quarto mês seguido de crescimento da indústria no estado, que acumulou  avanço de 16,9%  no período. Já o Espírito Santo se recuperou da queda registrada em outubro e teve influência positiva dos setores de metalurgia e indústrias extrativas. Por outro lado, Goiás apresentou o recuo mais intenso do mês, com queda de 6,4%, interrompendo uma sequência de quatro meses de crescimento. Também registraram retração:

  • Amazonas (-2,8%)
  • Ceará (-2,6%)
  • Rio de Janeiro (-1,9%)
  • Santa Catarina (-0,8%)
  • Pará (-0,5%)

São Paulo, que concentra cerca de um terço da produção industrial do país, teve  queda de 0,6%  em novembro. Segundo o IBGE, esse foi o terceiro recuo consecutivo da indústria paulista, que acumula perda de 2,9% no período e segue abaixo dos níveis registrados antes da pandemia e do pico histórico de produção.

Queda na produção nacional

Na comparação com novembro de 2024, a produção industrial caiu 1,2% em novembro de 2025. Nove dos 18 locais pesquisados ​​apresentaram resultados negativos, mesmo com o mesmo número de dias úteis nos dois períodos.

Os maiores recuos foram registrados em Mato Grosso do Sul (-13,9%) e no Pará (-11,6%), influenciados principalmente por atividades ligadas a consequências de petróleo, biocombustíveis e indústrias extrativas. Também tiveram queda Ceará, São Paulo, Mato Grosso, Maranhão, Amazonas, Rio Grande do Norte, Paraná e Santa Catarina.

Em sentido contrário, o Espírito Santo se destacou com crescimento de 36,8% na comparação anual, o melhor resultado entre os estados. Segundo o IBGE, o avanço foi puxado principalmente pela indústria extrativa e também reflete uma base de comparação mais baixa, já que o estado havia registrado forte queda no mesmo mês do ano anterior.

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