A Prefeitura de Juara retomou, de forma emergencial, os serviços de coleta de lixo neste sábado, dia 21 de março, após a paralisação das atividades pela empresa CTR Juara, responsável pelo recolhimento e destinação dos resíduos sólidos no município.
A suspensão ocorreu na sexta-feira, dia 20, quando a empresa anunciou a interrupção dos serviços alegando falta de pagamento por parte da administração municipal.
Segundo a CTR Juara, há débitos referentes a parte do mês de novembro, totalidade dos meses de dezembro, de 2025, janeiro, fevereiro e parcial de março de 2026.
Em nota, a empresa informou que, mesmo diante da inadimplência, manteve os serviços em funcionamento por meses, garantindo o pagamento de colaboradores e fornecedores locais, mas decidiu interromper as atividades diante da situação financeira insustentável.
A reportagem do Show de Notícias buscou esclarecimentos junto à Prefeitura. No entanto, o secretário de cidade, José Roberto Rodrigues, informou, sem gravação de entrevista, que o prefeito estava em Cuiabá e deve se pronunciar oficialmente apenas na próxima segunda-feira.
Ainda de acordo com o secretário, a administração municipal se organizou às pressas para não deixar a população sem atendimento.
Uma reunião foi realizada na tarde de sexta-feira com servidores, que foram mobilizados para iniciar a coleta já neste sábado.
Porém, o serviço será realizado de forma limitada. A Prefeitura dispõe atualmente de apenas um caminhão coletor de pequeno porte, que estava parado e passou por revisão emergencial, além do apoio de um caminhão caçamba.
Antes, o município contava com três caminhões, mas um está inoperante e outro ainda se encontra sob responsabilidade da empresa CTR, com previsão de devolução nos próximos dias.
Diante dessa estrutura reduzida, a coleta deve ocorrer com certa precariedade, podendo haver atrasos e acúmulo de lixo em alguns pontos da cidade.
Outro ponto que gera preocupação é o destino dos resíduos. Conforme informado, o lixo voltará a ser encaminhado para o lixão de Juara, localizado nas proximidades do rio Arinos — área que está interditada e proibida para descarte de resíduos pelo Ministério Público.
A medida emergencial levanta questionamentos quanto aos impactos ambientais e à legalidade da destinação, já que o local não está autorizado para esse tipo de operação.
A situação segue indefinida e a expectativa é de que a Prefeitura apresente uma solução mais estruturada nos próximos dias, incluindo a regularização dos pagamentos e a possível retomada dos serviços pela empresa responsável ou a contratação de nova empresa dentro dos trâmites legais.
Enquanto isso, a população deve enfrentar dificuldades com a coleta de lixo, em um cenário que exige medidas urgentes para evitar problemas de saúde pública e ambientais.
Aparicio Cardozo
Publicado em 21 de Março de 2026 , 06h41 - Atualizado 21 de Março de 2026 as 06h59