V.M.C.R., servidor comissionado da Prefeitura de Sinop (a 500 km de Cuiabá), é alvo de uma investigação da Polícia Civil após ser acusado de divulgar imagens íntimas de mulheres, incluindo de uma adolescente, em seu perfil pessoal no Instagram.
O caso foi registrado na última terça-feira (23). Segundo o boletim de ocorrência, as publicações não apenas expunham e constrangiam as vítimas, como também utilizavam legendas depreciativas. Em um dos posts, o investigado referia-se a si mesmo como “Micuim de las Chicas”, uma expressão que, no contexto, faz alusão a um parasita "carrapato" de meninas.
O registro foi feito por um vereador de Sinop, que atua como Corregedor da Câmara Municipal. Segundo o parlamentar, ele recebeu denúncias sobre o comportamento do servidor e, ao verificar o perfil, constatou a existência de fotografias e conteúdos de cunho íntimo, alguns contendo nudez, acompanhados de textos que objetificavam as mulheres expostas.
O denunciante relatou às autoridades que recebeu a informação de que uma das jovens retratadas nas postagens era menor de idade, fato que, segundo ele, evidenciou a extrema gravidade da situação e exigiu uma intervenção imediata.
No documento, o vereador afirmou que, ao tomar conhecimento dos fatos, encaminhou o material a um policial para que as providências fossem tomadas. No entanto, descobriu posteriormente que o procedimento não chegou a ser formalizado na Delegacia de Sinop. Diante da ausência de providências iniciais, o parlamentar decidiu registrar o boletim de ocorrência pessoalmente, apresentando as imagens e documentos que comprovam as postagens para subsidiar a investigação.
O vereador informou, ainda, que levou o caso ao conhecimento da Procuradoria da Mulher da Câmara Municipal e à Prefeitura de Sinop, uma vez que o investigado ocupa um cargo comissionado no Executivo municipal, o que pode gerar repercussões administrativas.
A Polícia Civil instaurou um inquérito para apurar o caso, que foi registrado sob os tipos penais de divulgação de cena de estupro ou de cena de estupro de vulnerável, cena de sexo ou de pornografia, sem o consentimento da vítima, além de crimes previstos no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) - especificamente pela possível divulgação e armazenamento de material envolvendo menor.
Fonte: GIOVANA GIRALDELLI - MÍDIA JUR | Data: 2026-06-30 10:11:04 | Categoria: Policial