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Preço da arroba do boi despenca em MT após caso atípico de vaca louca
10/06/2019 09:51 em Notícias

Segundo a Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat), nos quatro primeiros meses deste ano, o volume da exportação já passa das 121 mil toneladas, ou seja, 26,6% a mais do que as 95 mil toneladas exportadas entre janeiro e abril do ano passado.

São esses números que ajudam a entender porque a entidade é contra a suspensão das exportações de carne bovina do Brasil para a China depois da confirmação do caso atípico de vaca louca no estado.

“De acordo com os protocolos e principalmente com a China, bilateral, não inibia nenhuma exportação para aquele país ou demais países. Isso não daria fechamento de nenhum mercado internacional”, afirmou Marco Túlio Soares, presidente da Acrimat.

Segundo o Indea, todas as medidas sanitárias foram seguidas.

“Nós não perdemos o estado sanitário e isso comprova que nossa vigilância está muito bem, porque todo animal que chegar para abate, se estiver com qualquer sintoma neurológico, é feito o abate de emergência e é coletado o tecido nervoso justamente para fazer esse controle. Então não tem risco nenhum, nem para a população, nem para nosso rebanho”, afirmou Tadeu Mocelin, presidente do Indea.

Para o Instituto Mato-grossense da Carne, outra consequência para o mercado é o adiamento para a habilitação de novas plantas frigoríficas para exportação.

“O momento era de estreitar a confiança, habilitar novas plantas, ampliar nosso leque. Nós sabemos que a China passa por um problema de abastecimento em função da peste suína africana. Há a necessidade de aumento de compra, de proteína animal pelo mundo e Mato Grosso é um local preparado, que tem produção suficiente para atender esse mercado. Tropeçamos nessa semana, mas temos certeza que com o emprenho do Ministério da Agricultura e das Relações Exteriores a curto prazo retomaremos o processo de ampliação desse mercado para carne brasileira”, disse Guilherme Nolasco, presidente do Imac.

FONTE: G1/MT

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