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Segurança pública não é favor, é dever do Estado: Por Carlos Sirena
Segurança pública não é favor, é dever do Estado: Por Carlos Sirena
Por Administrador
Publicado em 22/01/2026 08:40
Notícias

Nos últimos dias, pensei bastante sobre família e fé. E não foi por acaso. Hoje, quero tocar num assunto que anda tirando o sono de muita gente aqui no nosso Mato Grosso e em todo o Brasil, o medo.

E não estou falando do medo de perder coisas materiais. Isso a gente reconstrói. O que realmente aperta o peito de um pai ou de uma mãe é o medo de ver quem ama em perigo. É o receio de um assalto, de uma violência inesperada, de uma tragédia que chega sem avisar. É aquele frio na barriga quando escuta um barulho no portão à noite. É a mãe que só respira aliviada quando o filho manda mensagem dizendo que chegou bem. É o pai que só relaxa depois de conferir se todo mundo já está dentro de casa, com a porta trancada.

Esse medo silencioso virou rotina. E isso não é normal. Não pode ser normal.

O mais grave é perceber como o crime organizado tenta roubar não só a nossa paz, mas também o nosso futuro. Todos os anos, milhares de jovens são aliciados por facções criminosas no Brasil. São vidas inteiras desviadas para o caminho errado. Aqui no nosso estado, essa sombra também tenta avançar, chegando perto das escolas, dos bairros, das famílias trabalhadoras.

Nós não podemos aceitar que o crime dite as regras. Não é aceitável que a família viva cercada por grades, câmeras e cadeados, enquanto o criminoso anda solto, se sentindo dono da rua. Isso é inverter completamente os valores de uma sociedade justa.

Segurança pública é dever do Estado. Não é favor, não é promessa de campanha, não é discurso bonito em época de eleição. É obrigação. E para devolver o conforto e a tranquilidade que as famílias merecem, não basta falar. É preciso agir.

Defendo uma força-tarefa de verdade. Governo Federal, Estado e Municípios precisam trabalhar juntos, sem vaidade política, sem empurrar responsabilidade de um para o outro. O problema é grande demais para ser tratado de forma isolada.

Precisamos, sim, de leis mais duras. O criminoso precisa ter certeza de que a impunidade acabou. A lei tem que ser clara, firme e aplicada. Quem escolhe o crime precisa sentir o peso da consequência.

Também precisamos garantir segurança real nas escolas. Nossos filhos não podem estudar com medo. A escola tem que ser espaço de aprendizado, de formação, de sonhos e não um lugar de insegurança. Monitoramento, presença constante e prevenção são fundamentais.

E é impossível falar de segurança sem falar da valorização das forças policiais. Eu defendo policiamento forte, inteligência policial e respeito aos profissionais que colocam a própria vida em risco todos os dias para proteger a nossa. São verdadeiros heróis, que precisam de estrutura, reconhecimento e respaldo do Estado.

Mas defendo também que a família volte a ser o centro das políticas públicas. O Estado precisa ser o escudo da sua casa. Proteger quem trabalha, quem cria filhos, quem acorda cedo e só quer viver em paz.

Não é justo que o medo caminhe livre pelas ruas enquanto as famílias se escondem. O que eu desejo é simples: que possamos voltar a ver nossos filhos crescerem com liberdade. Que a tranquilidade volte a morar dentro de cada casa.

Se é preciso lutar por políticas públicas que protejam vidas e blindem nossas famílias, então essa luta precisa ser feita. O cidadão de bem merece respeito. Nenhum pai, nenhuma mãe deveriam chorar por insegurança.

Coragem e fé são essenciais para proteger o que temos de mais precioso, a nossa família.

Um forte abraço, e que Deus ilumine sempre o nosso caminho.

Po Carlos Sirena

 

 

 

Carlos Sirena

 

Publicado em 21 de Janeiro de 2026 15h32 - Atualizado 21 de Janeiro de 2026 as 15h40

 

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